Olá Pessoal,
desde o início, o intuito deste blog é ser um local onde todos possam compartilhar suas experiências com outros leitores. Por este motivo, gostaria de solicitar a colaboração de todos para que comentem nesta postagem a respeito de suas experiências, tanto as que deram certo, como as que não funcionaram tão bem assim.
Vocês podem postar o que os motivou e como vocês executam uma determinada ação a fim de ganhar mais ou economizar mais dinheiro, e, em casos de falhas, o que vocês acreditam tenha sido o motivador da mesma.
Gostaria de usar os comentários para novas postagens do blog.
O FPNP tem como objetivo auxiliar as pessoas a entenderem suas finanças e a obterem uma melhor relação entre gastos e retorno obtido. Também tem o objetivo de compartilhar conhecimentos, não se limitando aos conhecimentos do autor do blog.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Gastos Fantasmas - Parte II
Olá Pessoal,
conversando com o colega Juliano, lembrei que não mencionei outra parte importante dos gastos fantasmas.
Em uma postagem anterior, mencionei que o gasto fantasma é aquele gasto que não identificamos para onde foi. Pode ser aquele dinheiro com o lanche ou o que o filho pega da nossa carteira, com nosso consentimento, mas que acabamos não anotando.
Uma outra forma de gasto fantasma, que pode dar um pouco mais de dor de cabeça, é o gasto fantasma que não planejamos. Vamos a um exemplo prático.
No início do ano estava me planejando para comprar meu carro. Estava tudo certo, até que resolvi colocar na ponta do lápis tudo o que viria com o tão sonhado zero Km.
Previ todos os gastos que viriam com o novo brinquedo, dentre eles: seguro, lavagem, impostos, estacionamento, revisões, parcela, gasolina, etc...
Com este levantamento eu pude perceber um pouco melhor o quanto REALMENTE aquele bem me custaria. Também pude pensar melhor sobre o impacto dele no meu orçamento e nos demais sonhos. Fiz uma simulação de alguns meses e percebi que, ao comprar o carro, estaria assumindo uma dívida que me limitaria em relação a outros sonhos que dependessem de dinheiro, como a casa própria.
Devemos sempre ter cuidado com nossas ações, visto que pela lei da física, toda ação, tem uma reação. Não podemos agir sem pensar na hora de ir as compras.
A moral da história é nunca olhar somente para o valor da parcela, pois isso pode nos enganar bastante.
conversando com o colega Juliano, lembrei que não mencionei outra parte importante dos gastos fantasmas.
Em uma postagem anterior, mencionei que o gasto fantasma é aquele gasto que não identificamos para onde foi. Pode ser aquele dinheiro com o lanche ou o que o filho pega da nossa carteira, com nosso consentimento, mas que acabamos não anotando.
Uma outra forma de gasto fantasma, que pode dar um pouco mais de dor de cabeça, é o gasto fantasma que não planejamos. Vamos a um exemplo prático.
No início do ano estava me planejando para comprar meu carro. Estava tudo certo, até que resolvi colocar na ponta do lápis tudo o que viria com o tão sonhado zero Km.
Previ todos os gastos que viriam com o novo brinquedo, dentre eles: seguro, lavagem, impostos, estacionamento, revisões, parcela, gasolina, etc...
Com este levantamento eu pude perceber um pouco melhor o quanto REALMENTE aquele bem me custaria. Também pude pensar melhor sobre o impacto dele no meu orçamento e nos demais sonhos. Fiz uma simulação de alguns meses e percebi que, ao comprar o carro, estaria assumindo uma dívida que me limitaria em relação a outros sonhos que dependessem de dinheiro, como a casa própria.
Devemos sempre ter cuidado com nossas ações, visto que pela lei da física, toda ação, tem uma reação. Não podemos agir sem pensar na hora de ir as compras.
A moral da história é nunca olhar somente para o valor da parcela, pois isso pode nos enganar bastante.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Presentes Caros, Relações Pobres
Olá Pessoal, bacana que vocês estejam buscando conhecimentos financeiros para melhorar suas vidas. Estou sempre disponível para troca de experiências através do e-mail/msn tiagospost@gmail.com ou através de comentário aqui no blog mesmo.
Hoje vou falar de uma experiência muito bacana que eu vivenciei no último ano e que já havia lido em livros.
Vocês já notaram como nós tendemos a dar presentes caros para as pessoas que amamos? Algumas vezes isso até parece que é apenas para "cumprir tabela"... Não estou insinuando que junto de um presente caro não pode estar acompanhado muito amor e carinho de ambos os lados, mas já notaram como a mídia consegue incutir na gente que quanto mais caro o presente, parece que mais amamos aquela pessoa a quem ele se destina?
Em contrapartida a isto, vivenciei uma experiência única. Eu e minha família recebemos um alemão de Aachen em nossa casa através de um programa de Intercâmbio. O Nicolai ficou conosco até o dia 09/08 deste ano e nos ensinou muito.
Todas as interações sociais que requeriam a sua presença, ele se fazia presente. No meu aniversário fez um bolo com um "simples" dizer, mas que expressava seus sentimentos de estar se sentindo em casa. Em outras ocasiões ele preparou festas surpresas “simples”, com ajuda de amigos, que não custaram muito caro. No último momento, antes de ir embora, ele deixou um presente para minha mãe que me deixou de queixo caído. Ele fez um calendário artesanal, onde cada mês continha uma foto de um momento dos últimos 12 meses deles aqui no Brasil. Em fevereiro ele colocou uma foto da minha sobrinha, que nasceu em fevereiro deste ano. Em junho/julho, colocou uma foto das férias que ele e a namorada tiveram no Rio e Nordeste. A primeira página continha um longo texto de tudo o que aquele relacionamento significava para ele, em relação à minha mãe. Não é preciso dizer que minha mãe se debulhou em lágrimas.
Gustavo Cerbasi também alertou em um de seus livros que temos a tendência a comprar presentes mais caros do que precisam ser. Lembro de duas sugestões que ele faz. Uma delas é que ao invés de comprar uma rosa para sua esposa, porque não cultivar junto com ela uma roseira? Isto o faria despender muito mais tempo com ela. Vocês poderiam conversar enquanto adubam a terra e podem conversar sobre como está o crescimento da roseira ao longo do tempo. Poderiam até comemorar quando começar a abrir os primeiros botões, o que acham? Outra sugestão é a de comprar flores próximo de um cemitério, ao invés de comprar na Floricultura próxima da sua casa. O preço será sugestivamente menor.
A grande sacada aqui é o TEMPO. No livro de Dale Carnegie, "Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas" ele fala que podemos fazer muito mais amigos em dois meses do em um ano inteiro quando realmente demonstramos um interesse verdadeiro nestas. Dedicar tempo a alguém é uma das formas mais puras de demonstrar interesse nos outros. Imaginem o tempo que o Nicolai não levou fazendo aquele calendário. O cuidado, a atenção. Imaginem o tempo que não teriam de despender junto da sua amada ao elaborar junto com ela uma roseira, como sugeriu o Gustavo Cerbasi?
Por isso, a dica da postagem de hoje é: vamos ser criativos ao dar presentes aos nossos amados e amadas. Pelo menos em teoria, eles já nos amam. Vamos dar-lhes o que eles mais gostam: nossa agradável companhia! Vamos criar momentos inesquecíveis, não pelos presentes, mas pelos sentimentos, pelas pessoas, pelo carinho que temos por eles.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
A falta de dinheiro
Em janeiro de 2010 escrevi uma postagem no blog que escrevia antes, o TK Educação Financeira. A postagem tem o título "O Problema de Ganhar Pouco" e pode ser acessado através do link http://tkeducacaofinanceira.blogspot.com/2010/01/o-problema-de-ganhar-pouco.html. Vale a pena dar uma lida e está relacionado com a postagem de hoje.
Para que possamos investir, precisamos ter dinheiro para nossos gastos básicos (fixos) e para nossos investimentos. Mas o que fazer quando não dispomos de dinheiro para tanto? A primeira pergunta é: Não temos realmente dinheiro para isso?
A fórmula é:
RECEITAS - DESPESAS = SALDO
RECEITAS: Tudo o que você recebe de dinheiro. Salário, renda de aluguel, juros da poupança, etc.
DESPESAS: Tudo o que você deve. Contas de Luz, Carnê da Loja, Escola dos filhos, etc.
SALDO: O que fica de dinheiro para você!
Geralmente o que as pessoas tentam fazer é usar o saldo para investimentos, mas acaba nunca sobrando nada.
Eu tento ser bem prático. Baseado na fórmula acima, só existem dois jeitos de você ter dinheiro suficiente todos os meses:
1 - Diminuindo as despesas
2 - Aumentando a receita
A "falta de dinheiro" pode se dar quando:
- nossa renda é inferior ao nosso custo de vida;
- temos que abrir mão de uma atividade que vínhamos fazendo (academia, por exemplo);
- temos que abrir mão ou adiar nossos sonhos;
- sentimos que temos de decidir entre adquirir um produto ou outro;
- falta dinheiro para investimentos de longo prazo.
No Livro "A Árvore do Dinheiro", do autor Jurandir Sell Macedo Jr., ele explica que o ser humano as vezes deixa com que os desejos mais primitivos se sobresaiam a toda à lógica. Ou seja, quando desejamos muito um produto, a nossa primeira vontade é sair comprando. Naquele momento, não importa muito se aquilo vai ser útil para mim, se vou conseguir utilizar ou tantas outras coisas que não são pensadas quando compramos por impulso. O fato é, sentimos desejos e queremos dar vazão a estes desejos comprando, adquirindo coisas que não avaliamos "friamente". Todas estas compras por impulsos aumentam significativamente as DESPESAS de uma pessoa. Algumas vezes são meses pagando uma conta que não agraga valor. Ou agraga muito pouco. Então, uma forma de resolver o problema da falta de dinheiro é diminuindo nossas despesas.
Ourta forma de resolver esta questão é conseguir outras fontes de renda ou um aumento da renda atual. Você pode conseguir isso através de um segundo trabalho em horários de contra turno para você ou aos finais de semana. Pode ser trabalhos free-lancer, para fazer em casa, etc. O aumento da renda pode ser almejando novas responsabilidades e funções dentro da mesma empresa para a qual você trabalha hoje ou com uma troca de empresa fazendo a mesma função, caso você ache que sua empresa está lhe pagando abaixo do mercado.
Não existe solução definitiva, a fórmula deve ser revisada de tempos em tempos e você deve ajustar seu padrão de vida à sua renda. Não dá pra viver uma vida de rei com um salário mínimo e também não é preciso ter um salário de rei para viver com alguns confortos.
Não esqueça de alinhar seus objetivos e ponderar suas opções. Por exemplo, se você aceitar um segundo emprego nos finais de semana, está disposto a perder este tempo? Talvez você não possa mais visitar algum familiar ou passear com seu filho. Preciso realmente aumentar minha renda? Será que ao abrir mão de um artigo de luxo, não consigo ter a vida que queria? Será que este artigo de luxo vai realmente me trazer tudo o que eu espero que me traga?
São muitas perguntas e apenas uma pessoa pode responder: você!
Se quiser compartilhar alguma dúvida ou pensamento, deixe um comentário.
Para que possamos investir, precisamos ter dinheiro para nossos gastos básicos (fixos) e para nossos investimentos. Mas o que fazer quando não dispomos de dinheiro para tanto? A primeira pergunta é: Não temos realmente dinheiro para isso?
A fórmula é:
RECEITAS - DESPESAS = SALDO
RECEITAS: Tudo o que você recebe de dinheiro. Salário, renda de aluguel, juros da poupança, etc.
DESPESAS: Tudo o que você deve. Contas de Luz, Carnê da Loja, Escola dos filhos, etc.
SALDO: O que fica de dinheiro para você!
Geralmente o que as pessoas tentam fazer é usar o saldo para investimentos, mas acaba nunca sobrando nada.
Eu tento ser bem prático. Baseado na fórmula acima, só existem dois jeitos de você ter dinheiro suficiente todos os meses:
1 - Diminuindo as despesas
2 - Aumentando a receita
A "falta de dinheiro" pode se dar quando:
- nossa renda é inferior ao nosso custo de vida;
- temos que abrir mão de uma atividade que vínhamos fazendo (academia, por exemplo);
- temos que abrir mão ou adiar nossos sonhos;
- sentimos que temos de decidir entre adquirir um produto ou outro;
- falta dinheiro para investimentos de longo prazo.
No Livro "A Árvore do Dinheiro", do autor Jurandir Sell Macedo Jr., ele explica que o ser humano as vezes deixa com que os desejos mais primitivos se sobresaiam a toda à lógica. Ou seja, quando desejamos muito um produto, a nossa primeira vontade é sair comprando. Naquele momento, não importa muito se aquilo vai ser útil para mim, se vou conseguir utilizar ou tantas outras coisas que não são pensadas quando compramos por impulso. O fato é, sentimos desejos e queremos dar vazão a estes desejos comprando, adquirindo coisas que não avaliamos "friamente". Todas estas compras por impulsos aumentam significativamente as DESPESAS de uma pessoa. Algumas vezes são meses pagando uma conta que não agraga valor. Ou agraga muito pouco. Então, uma forma de resolver o problema da falta de dinheiro é diminuindo nossas despesas.
Ourta forma de resolver esta questão é conseguir outras fontes de renda ou um aumento da renda atual. Você pode conseguir isso através de um segundo trabalho em horários de contra turno para você ou aos finais de semana. Pode ser trabalhos free-lancer, para fazer em casa, etc. O aumento da renda pode ser almejando novas responsabilidades e funções dentro da mesma empresa para a qual você trabalha hoje ou com uma troca de empresa fazendo a mesma função, caso você ache que sua empresa está lhe pagando abaixo do mercado.
Não existe solução definitiva, a fórmula deve ser revisada de tempos em tempos e você deve ajustar seu padrão de vida à sua renda. Não dá pra viver uma vida de rei com um salário mínimo e também não é preciso ter um salário de rei para viver com alguns confortos.
Não esqueça de alinhar seus objetivos e ponderar suas opções. Por exemplo, se você aceitar um segundo emprego nos finais de semana, está disposto a perder este tempo? Talvez você não possa mais visitar algum familiar ou passear com seu filho. Preciso realmente aumentar minha renda? Será que ao abrir mão de um artigo de luxo, não consigo ter a vida que queria? Será que este artigo de luxo vai realmente me trazer tudo o que eu espero que me traga?
São muitas perguntas e apenas uma pessoa pode responder: você!
Se quiser compartilhar alguma dúvida ou pensamento, deixe um comentário.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Os gastos fantasmas
Olá Pessoal,
fico feliz que estejam gostando e participando ativamente da construção do blog.
A proposta do mesmo é justamente esta, a de construirmos juntos o conhecimento. E ir, aos poucos, melhorando a qualidade das postagens do blog.
No mês passado fiz um levantamento do todos os gastos com descrição "DESCONHECIDO", nos meus lançamentos. Estes lançamentos servem para "fechar" o saldo no final do mês. No meu caso, utilizo a movimentação bancária para determinar quando tenho ao final de cada mês, ou seja, se tiver R$ 100,00 na mão, no dia 31/mês/ano, mas tiver somente R$ 5,00 na conta do banco, considero este último como meu saldo do mês.
O problema desta abordagem é que nem todas as despesas estarão identificadas na fatura do cartão. A minha academia, por exemplo, não aceita pagamento com cartão. Portanto, retiro dinheiro e pago a vista. Os gastos desconhecidos passam a ser um problema, quando são esquecidos muitos “pequenos valores”, comuns no nosso cotidiano. O cafezinho, o lanche, um guarda-chuva comprado na última hora, etc.
No meu caso, atualmente, os gastos desconhecidos estão ficando em torno de R$ 200,00 por mês. É um exagero, mas é verdade. Os controles financeiros são feitos para conhecermos nossos padrões de consumo e tentar tirar algum proveito deste conhecimento. Quanto mais análise sobre nossos padrões, mais podemos aprender e lucrar com isso. Vamos supor que você faça uma análise que utiliza todos os meses ao menos 25 torpedos e que a sua operadora tem um pacote que te dá 50 torpedos pelo preço de 20, desde que você pague este valor todos os meses. Veja, você já sabe que gasta sempre mais que 25, então, se for realmente importante para você enviar estes torpedos, vale a pena adquirir o pacote. Agora, você pode fazer outra análise e se perguntar: é realmente importante que eu mande 25 torpedos todos os meses? E quem sabe, economizar algum dinheiro na conta de celular.
O mesmo pode ser feito com o consumo de comida, roupas, etc. Você pode conseguir bons descontos comprando tudo na mesma loja, ainda mais se já sabe o que vai precisar.
Resumindo: Se você não conhece seus gastos, não pode definir padrões de consumo, nem combater ou melhorar a relação custo-benefício destes padrões.
Minha meta pessoal é reduzir o valor de gastos desconhecidos para, no máximo, R$ 50,00 por mês até o final de 2012. E para até R$ 15,00 em 2013.
Aguardo os comentários para, juntos, enriquecermos esta postagem.
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